Leandro Medeiros

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Experiência do Usuário (UX)

A equipe de UX: O Arquiteto de Informação

No último artigo (a long time ago!), comentei sobre alguns papéis em uma equipe de UX. A verdade é que eu gostaria de falar mais a respeito. Dizer quem são, o que fazem e o que eles podem melhorar no processo de desenvolvimento de softwares. Pra começar bem, vou falar sobre o Arquiteto de Informação.

Por que contratar um Arquiteto de Informação?

Essa é uma pergunta interessante. Principalmente se quem a responde sou eu. Tentarei não “puxar sardinha”, mas vamos lá…

Arquiteura de Informação

Um Arquiteto de Informação é um profissional que normalmente tem uma bagagem grande e multidisciplinar. Não significa que seja um “faz tudo”, mas alguém que tem conhecimento de várias áreas, como atendimento, planejamento e produção (seja de arte ou TI) e pode ajudar muito uma equipe com a visão do usuário no projeto.

Ele vai ajudar a entender o cliente

Ele precisa entender do negócio, mercado e pretenções do projeto. Pra isso ele faz pesquisas, entrevistas com o cliente e com atuais ou potenciais usuários de seus produtos. Ele vai entender a cultura da empresa, pra quem estão trabalhando, seu contexto e a política interna.

O Arquiteto organiza

Para obter um modelo completo, com sistemas de organização, navegação, rotulação e busca, ele vai precisar filtrar as informações que recebe de relatórios, textos, modelos mentais, entrevistas e outros materiais e organiza-los,  formatando tudo em um ou vários documentos. Esses documentos ficarão a disposição de toda equipe e poderão ser utilizados não apenas para produção, mas para diversos momentos após a entrega do projeto. Algumas vezes, dependendo do rítmo do projeto ou da equipe, esses documentos podem ser mais escassos ou mesmo produzidos por outras pessoas, como analistas de requisitos. Mesmo nesse caso, o arquiteto deve por participar de forma indireta de sua produção e validá-los.

Ele vai  ajudar a projetar a solução

O Arquiteto vai participar do projeto desde o início. Vai trazer uma visão sobre tudo que recebeu do cliente, todos os resultados de pesquisas e dados coletados de entrevistas e testes de usabilidade.
Nem sempre as coisas seguem essa ordem, normalmente o resultado cobrado é uma visão do resultado final, e cabe ao arquiteto balancear essa expectativa e garantir bons resultados intermediários, que demonstrem como o produto vai se comportar e o que deve representar.

O foco do arquiteto é sempre a experiência do usuário e ele deve defender essa premissa a todo momento. Criar soluções para as funcionalidades pensando primeiro no usuário normalmente vai ajudar a formar um software que seja bem recebido no mercado, funcione de forma mais coerente com o negócio e atenda as expectativas de quem financia o projeto.

Conclusão

Apenas o trabalho do dia-a-dia prova o valor de um profissional de arquitetura de informação. Entre validações rotineiras, novas idéias vem de todos os envolvidos no projeto, ajudam a criar soluções mais completas e consolidam padrões. Mesmo não sendo ainda tão conhecido, o papel do arquiteto pode tornar-se crucial quando se vê a necessidade de alguém que faça a ponte entre o planejamento e a produção, mesmo que mais de um lado ou de outro. Isso não quer dizer que o seu trabalho vai ficar dividido, pelo contrário, seu papel é justamente de unir tudo, planejando, projetando e acompanhando o desenvolvimento.

Category: Arquitetura de Informação, Experiência do Usuário

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